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Da República e das Gentes
128 páginas Da República e das Gentes Manuel Gusmão e Jorge Silva Melo Batem as ave-marias nas ruas da Baixa, um homem passa, a realidade atravanca as palavras, «há tal soturnidade, há tal melancolia». Esperanças, sonhos, desilusões, combates, convicções, gente, gente, o cinema que começa, reuniões, decisões, lutas, partidas, tantas derrotas, Sidónios, prisões, partidos que se formam, a Rússia lá ao longe, as letras, as letras, «há mais luz nas 24 letras do alfabeto do que em todas as constelações do firmamento». Canção do Vale
78 páginas Canção do Vale Athol Fugard Abraam Jonkers, um agricultor negro septuagenário, vive com a sua neta Veronica, de dezassete anos, numa pequena aldeia da região do grande Karoo, na África do Sul. Abraam, que é rendeiro, nunca saiu do vale, salvo durante a Segunda Guerra Mundial, quando prestou serviço como guarda prisional na região do Transval. Ele é a tradição, representante da vida patriarcal e tranquila da vastidão africana. No pólo oposto, Veronica, que nasceu em Joanesburgo, tem um sonho: partir e ser cantora na grande cidade. A trama da peça gira em torno do conflito de duas gerações com objectivos e sensibilidades diferentes, mas amarradas pelos afectos que as unem. Um texto empolgante, em que o Autor, terceira personagem, dialoga com as outras personagens, que também narram a sua história ao Autor e ao público. Amadeus
216 páginas Amadeus Peter Shaffer
«A origem de Amadeus esteve num desejo antigo de celebrar Mozart, mas a peça não é, na verdade, apenas sobre Mozart. É também sobre Salieri. É sobre a natureza do sentido de injustiça de um homem», afirmou Peter Shaffer, em 1992. Em Amadeus, teatro, música e ficção histórica cruzam-se, e são muitos os caminhos abertos pelo ímpeto de vingança de um homem, Antonio Salieri, compositor da corte austríaca no século xviii, em relação a Wolfgang Amadeus Mozart, prova viva de que «a música é a arte de Deus». Menina Júlia
80 páginas Menina Júlia August Strindberg Júlia é uma jovem aristocrata que, por detrás de uma inocência aparente, esconde um lado provocador. Numa noite de S. João, Júlia seduz e é seduzida por João, criado do senhor Conde e noivo de Cristina, a cozinheira da casa. Cristina assiste ao rápido desenrolar desta relação, sempre com o olhar resignado de quem sabe pertencer a uma classe menos favorecida. Desejo, recalcamentos, ódios, atracção e repulsa, conflitos de poder, o choque violento das classes sociais e dos sexos povoam aquela que será uma noite trágica. Snapshots
78 páginas Snapshots Carlos J. Pessoa O cenário é o estúdio de Miss Mara: um ecrã negro, onde são projectados materiais videográficos, ocupa o fundo de cena, e o chão é uma piscina de fotografias. O espaço é atravessado diagonalmente por um trampolim com cerca de um metro de altura.Cada cena tem, do ponto de vista da história que conta, autonomia própria, podendo ser lida independentemente das outras. Contudo, procura-se uma ordenação, um sentido de principiar e de acabar. Sugere-se às actrizes e aos actores uma permanência como se o teatro entrasse na vida de uma forma desejavelmente feliz. Esta disciplina faz parte de uma técnica singular, diferenciada de artista para artista. Miss Mara anda sempre com uma máquina fotográfica e fotografa sem olhar – é a mão que vê. Veste um casaco comprido da Max Mara, género Corto Maltese. Miss Mara tenta construir possibilidades ficcionais a partir do material fotográfico e cénico disponível. Glória
76 páginas Glória Cláudia Lucas Chéu
O tema da espera e a recusa do luto dão corpo a uma figura, Pathos, que em tom de litania tece um hino à mãe, convocando memórias espectrais que nele se reflectem como num espelho estilhaçado. É uma espécie de Narciso, mas a imagem projectada é a da mãe, com cuja identidade ele se (con)funde. Pathos é também inspirado na figura homérica de Telémaco, com quem partilha a expectativa do regresso do pai. O Camareiro
122 páginas O Camareiro Ronald Harwood O Camareiro é um retrato apaixonante da vida nos bastidores do teatro. À frente de uma companhia itinerante, o já ancião actor e director da companhia, que é tratado apenas por Sir, luta para conseguir manter a sua própria sanidade e completar a sua 227.ª representação do Rei Lear. A ajudá-lo está o seu devoto camareiro, Norman, que tudo fará para que o actor consiga cumprir esta tarefa. Uma aventura cómica e, ao mesmo tempo, emocionante sobre as relações humanas. Turcaret
160 páginas Turcaret Alain-René Lesage Turcaret é um financiador cruel e desonesto, cuja esposa é tão dissoluta como ele próprio. As circunstâncias levam-no, contudo, a ser manipulado por um marquês impulsivo e dissimulado e por uma baronesa sedutora e caprichosa, que farão desta história uma das comédias mais importantes de Lesage. Sem qualquer humanismo, Turcaret usa como estratégias o engano e a fraude, mas será ultrapassado pela sua própria imprudência e pela fuga aos procedimentos legais. Azul Longe nas Colinas
120 páginas Azul Longe nas Colinas Dennis Potter Willie, Peter, John, Raymond, Donald, Angela e Audrey são sete amigos. Têm por hábito brincar num bosque, perto da vila onde vivem, durante as férias de Verão. Brincam às guerras, aos pais e às mães, à caça ao esquilo, aos enfermeiros, reproduzindo aquilo que pensam ser a vida dos adultos. Medem forças e desafiam o perigo. Um texto chocante e, ao mesmo tempo, comovente, no qual actores adultos representam um grupo de crianças a descobrir a violência do mundo que as rodeia – um mundo que procuram compreender imitando a realidade dos adultos. Uma história sobre a infância, a «terra do conteúdo perdido», nos versos de A. E. Housman que servem de mote a esta peça. A Cacatua Verde
80 páginas P.V.P. € 9,09 A Cacatua Verde Arthur Schnitzler A Cacatua Verde é, aparentemente, uma peça histórica: a acção desenrola-se na noite de 13 para 14 de Julho de 1789, numa cave dos arredores de Paris. Prospère, um antigo director de teatro, abriu uma taberna – a Cacatua Verde –, onde a sua companhia finge que não faz teatro e cria a ilusão de uma verdadeira taberna de marginais, possibilitando aos nobres que a visitam a sensação de um contacto, sem perigo, com o povo e com os excitantes episódios das suas vidas violentas. A profunda ironia, própria de toda a obra de Schnitzler, torna a peça quase numa comédia em que o próprio teatro entra em jogo, antecipando os temas caros a Pirandello. Com leveza e elegância, e num único acto de uma economia exemplar, Schnitzler desenha um teatro de sombras da própria Revolução que é um prodígio de ironia na revelação da profunda complexidade do real. O Homem-Elefante
88 páginas O Homem-Elefante Bernard Pomerance Celebrizada através do filme de David Lynch, a história do Homem-Elefante baseia-se na vida de John Merrick (1862-1890), portador de uma terrível doença que lhe deformava o corpo. Tanto o filme de Lynch como esta peça de Bernard Pomerance vão beber à mesma fonte: os relatos de Sir Frederick Treves, o médico que descobriu o maltratado Merrick num espectáculo de feira, onde as suas deformações e a sua desventura constituíam uma atracção pública. Acolhido para observação num prestigiado hospital londrino, Merrick é entregue ao cuidado do famoso e jovem médico, passando de objecto de pena a coqueluche da aristocracia e dos intelectuais. No entanto, a sua esperança de um dia poder ser um homem como os outros acaba por se revelar um sonho que nunca será realizado. Film Noir
52 páginas
Film Noir é um texto escrito para um espectáculo de teatro, construído a partir de um género específico de cinema norte-americano em voga nos anos do pós-guerra. Em cena, três mulheres são as protagonistas de romances enigmáticos, chantagens impensáveis, tentações fatais e esquemas vitais. São esboços de filmes que não chegam a acontecer por completo. Algo abstracto. Quem são elas? De quem são estas vozes no escuro? Que segredos escondem? Blackbird
108 páginas Blackbird David Harrower Ray é confrontado com o seu passado quando, certa tarde, Una lhe aparece de surpresa no seu local de trabalho. Ele tem 55 anos, ela 27. Culpa, raiva, emoções fortes e cruas surgem enquanto relembram a relação apaixonada que viveram juntos quinze anos antes. Blackbird fala de um assunto delicado, abordando-o com sensibilidade e sem juízos morais. Questiona os limites da nossa maneira de ver a vida, os nossos tabus, as nossas concepções de amor e de abuso. Vulcão
56 páginas Vulcão Submissa quanto pode e deve ser, Valdete vive os seus dias nas garras de um monstro, o seu marido Samuel. Antes de casar, sonhou com ele um amor feliz, mas depois o nascimento de um filho cego revela a natureza bizarra do seu homem. Obcecado com a ideia do extermínio, de acabar com os fracos, Samuel recolhe todos os cães que encontra e atira-os à morte, construindo perto de casa um poço semelhante ao dos antigos fojos de lobo. Uma noite, entrega o seu pequeno filho à máfia do tráfico de órgãos e, muito provavelmente também, à morte. Prisioneira na sua própria casa, algemada, Valdete resiste ao martírio, à violação e, sempre na esperança de poder saber onde está o seu querido filho, aceita continuar a vida junto do homem que odeia. Até que ele, alcoolizado, sofre um ataque... O Ano do Pensamento Mágico
© 2009 P.V.P. € 9,09 O Ano do Pensamento Mágico Joan Didion «Sentam-se para jantar e a vida como a conhecem termina.» Na noite de 30 de Dezembro de 2003, Joan Didion e o seu marido, John, regressam a casa depois de visitarem a filha, Quintana, internada com uma infecção generalizada. Joan e John sentam-se para jantar, e subitamente, no silêncio que se instala, John sofre um ataque cardíaco e morre. Esta história mostra a profundidade que só as grandes relações têm e reflecte sobre a doença e a morte, sobre a probabilidade e o acaso, sobre a saudade e o amor. Num Dia Igual aos Outros
© 2009 P.V.P. € 9,09 Num Dia Igual aos Outros Dois irmãos, separados abruptamente na adolescência, reencontram-se 15 anos depois e descobrem a verdade sobre o seu passado. No espaço fechado de uma divisão, desfiam memórias de infância, recordando a história obscura do misterioso desaparecimento do pai. John Kolvenbach assina este drama psicológico onde se traça o retrato de uma família disfuncional à procura da redenção. Com o Amor não se Brinca
© 2009 P.V.P. € 9,09 Com o Amor não se Brinca Alfred de Musset O jovem Perdican regressa ao castelo do pai, acompanhado pelo professor Blazius. No mesmo dia, acompanhada pela senhora Pluche, chega também a sua prima Camille. O Barão, pai de Perdican, engendrou este reencontro: ele está decidido a casar os jovens, que tão ternamente se amam desde o berço. Apesar da insistência de Perdican, o projecto de casamento ameaça fracassar, até porque Camille confessa ao seu primo estar de partida para o convento. Mas Perdican, que acredita num ideal de amor humano, não desiste da sua reputação de amante e acaba por fazer a corte a Rosette, irmã de leite de Camille... Rei Édipo
98 páginas Rei Édipo Versão de Jorge Silva Melo a partir de Sófocles «Esta é uma versão do Rei Édipo a partir do texto de Sófocles. Não lhe chamaria uma tradução, mas uma conversão, tantos anos depois. Peguei na tragédia a convite de um actor, o Diogo Infante. E, ao reler os versos gregos, quis recomeçar o caminho e fazer o que tantos fizeram, escrever mais do que traduzir, esquecer e lembrar, trazer e deitar fora, verter.» J.S. Melo Robinson Crusoé
© 2009
Robinson Crusoé «O que seria de nós se naufragássemos hoje? Se fôssemos atirados para uma praia deserta, sem telemóvel, sem SOS, sem mala, sem pasta de dentes, sem gameboy nem discos preferidos? Como seria a nossa vida? Saberíamos fazer pão? Navegar? Contar as estrelas? Dormir às escuras? Este Robinson Crusoé é um Robinson actual. Poderias ser tu, poderia ser eu, poderia ser um amigo. Alguém habituado às comodidades da cidade, à rapidez com que tudo se pode obter, adquirir, receber. E se o mundo, de hoje para amanhã, não fosse assim, como o conhecemos? O que teríamos de aprender? Estaríamos preparados para perder alguns pequenos confortos? O que nos faria falta?» Loading...
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